terça-feira, 24 de maio de 2011

Reunião Interna de 25MAI11 _ Notícia

A nossa próxima reunião interna será no dia 25MAI – Quarta-feira –, no Solar das Estátuas, entre as 20h00 e as 23h30.

A Agenda dessa Reunião é a que segue:
1. Apresentações
2. Iniciativas em Curso e Agendadas – Ponto de Situação
3. A liderança política e o modelo de governação local em Portugal
tema que será introduzido por Filipe Teles, tendo em conta alguns dos resultados da investigação associada à sua Tese de Doutoramento: "The analysis of Political Will and its role in Leadership: a study of Portuguese Mayors"
[ver anexo]
31; apresentação
32; debate
33; eventuais desenvolvimentos
4. Marcação da data da Reunião seguinte

Um Abraço
Pompílio Souto



[anexo]
Análise da Vontade Política e o seu papel na Liderança: um estudo sobre Presidentes de Câmara em Portugal
tese em inglês
The analysis of Political Will and its role in Leadership: a study of Portuguese Mayors

Filipe Teles
Docente na SACSJP, Universidade de Aveiro
Coordenador da especialização em Governação Autárquica e Liderança no 'Master in Public Administration', Universidade Católica Portuguesa (Porto).

Abstract
Esta tese analisa o conceito de Vontade Política, sugere a sua operacionalização e estabelece uma teoria tipológica que garante o suporte necessário para as diversas estratégias de acção de um líder.

Afirma que os estilos de liderança política articulam uma escolha de acção que resulta da Vontade Política, que é determinada pela intenção e pelas possibilidades de acção que o líder percepciona.

Uma questão de investigação principal orientou este trabalho: como é que um líder político selecciona e muda o seu estilo de liderança?
São, ainda, identificadas as repercussões destes diferentes estilos, particularmente no domínio da investigação em políticas públicas
.
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invPLA
A liderança política e o modelo de governação local em Portugal

A 'imposta' reorganização do mapa autárquico português poderá estar ferida de morte. Quando a justificação reside na racionalização administrativa e na eventual redução de custos – cujo real impacto é no mínimo questionável, poucas dúvidas restam de que esta discussão não terá grande futuro. Do debate parecem continuar ausentes as questões principais.

A governação local contemporânea exige que esta seja acompanhada de uma reflexão profunda sobre o papel e competências dos municípios. A governação local diz respeito, cada vez mais, a um complexo arranjo de serviços e respostas às comunidades, a uma multiplicidade de instituições de prestação pública e organizações do sector privado e semi-privado, cuja área de actuação ultrapassa, a maior parte das vezes, as fronteiras dos próprios municípios. A governação contemporânea amplifica, assim, um conjunto sério de problemas de escala e de identidade.

As disparidades entre municípios no que diz respeito a áreas, população, meios disponíveis e recursos só contribuem para a urgência desta reflexão. No entanto, o problema português não reside na frieza das médias, mas – mais uma vez – na assimetria: como é o exemplo de municípios com 90 habitantes por eleito local e outros com mais de 9000 habitantes.

Debater a reforma autárquica obriga a uma abordagem integrada das várias dimensões deste problema: território, fronteiras, escala, competências, autonomia, lei eleitoral, fiscalidade. Mas se a resposta não for para além de uma simples fusão e extinção de freguesias (como alguns responsáveis políticos prontamente sugeriram), o país voltará a dar um bom exemplo de irresponsabilidade política.
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